A concepção do Observatório de Infraestrutura da América do Sul e como foi gestadoso: desde la ideación hasta el nacimiento del Observatorio de Infraestructura de América del Sur
setembro 2025
A integração física da América do Sul tem sido, ao longo de décadas, uma aspiração compartilhada por governos, organismos multilaterais e comunidades da região. Mais do que projetos pontuais, o que evoluiu foi uma nova forma de pensar a infraestrutura: como ferramenta de coesão, sustentabilidade e integração. Nesse caminho, o Observatório de Infraestrutura da América do Sul surge como uma resposta concreta, articulada e estratégica.
Sua concepção remonta a dois antecedentes-chave que marcaram marcos na trajetória do planejamento regional:
Por um lado, o GEOSUR, criado em 2007 pela CAF e pelo Instituto Panamericano de Geografia e História (IPGH), ofereceu uma plataforma geoespacial pioneira que democratizou o acesso a mapas, visualização de projetos e ferramentas de análise territorial na América Latina e no Caribe. Foi uma aposta precoce na transparência e na interoperabilidade técnica.
Por outro lado, o COSIPLAN, constituído em 2009 como parte da UNASUL, integrou a Iniciativa IIRSA como seu fórum técnico e promoveu o planejamento da integração física regional com uma abordagem estratégica, social e ambiental. Seu legado institucional e metodológico permanece vigente nos princípios que hoje orientam o Observatório.
Ambos os esforços lançaram as bases para uma nova etapa. Com o impulso do Consenso de Brasília, assinado por doze países em 2023, consolidou-se a necessidade de uma plataforma que não apenas planeje, mas também monitore, articule e comunique.
O Observatório de Infraestrutura é o resultado desse processo colaborativo e estratégico, gestado ao longo de múltiplas reuniões da Rede de Infraestrutura e Transporte do Consenso de Brasília.
Desde suas primeiras menções como necessidade técnica até sua consolidação como ferramenta regional, o Observatório representa um avanço fundamental em projetos de conectividade física e digital na região.
A proposta do Observatório foi apresentada inicialmente na VII Reunião da Rede, realizada em outubro de 2024, na qual também houve intercâmbios sobre a metodologia para priorizar os projetos.
Meses depois, na I Reunião de Alto Nível da Rede, realizada em Bogotá em dezembro de 2024, os países membros definiram a equipe técnica do Observatório e aprovaram a implementação da plataforma, com o apoio da Aliança para a Integração e o Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (ILAT) e dos bancos multilaterais regionais: o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e o Banco de Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA).
Mais do que uma ferramenta técnica, o Observatório representa uma mudança de paradigma. Já não se trata apenas de obras de infraestrutura, mas de responder aos desafios contemporâneos: conectividade, resiliência, sustentabilidade e participação cidadã.